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13.11.2020 • Economia

Metade da população do MS ganha menos de um salário

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Campo Grande (MS) – Apesar de ser o 7º Estado com menor desigualdade na distribuição de renda no Brasil, conforme índice de Gini, utilizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) através da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), metade da população de Mato Grosso do Sul ainda tem renda per capita de menos de um salário-mínimo. Todos os dados são referentes a 2019.

Os indicadores sociais publicados pelo IBGE revelam a discrepância e pobreza nacional, indicando dois dados aparentemente satisfatórios: a 7ª colocação entre todos os Estados brasileiros com melhor índice de Gini e melhor renda per capita.

No entanto, quando se analisa a taxa de pobreza (Gini), cujo índice varia de 0 a 1, Mato Grosso do Sul fica com 0,485. O melhor resultado é de Santa Catarina, que atingiu 0,422. Quanto mais próximo de 0, menor é a desigualdade. Para se ter uma ideia, países como Noruega e Bélgica têm Gini de 0,270.

Com relação à renda per capita, a população de MS tem como rendimento médio R$ 1.491,00 por pessoa. Com isso, o Estado fica em 7º entre os maiores rendimentos do País, cujo mais alto é no Distrito Federal (R$ 2.599,00) e o menor no Maranhão (R$ 637,00).

Em relação às capitais, Campo Grande tem rendimento per capita médio de R$ 1.797,00, sendo o 11º maior entre as capitais. Em primeiro fica Vitória (ES), com R$ 3.557,00, e em último, São Luís (MA), com R$ 988,00.

O índice de Gini da Capital é 0,500, sendo o 2º melhor do Brasil, perdendo apenas para Goiânia (GO), com 0,468. O pior índice entre as capitais foi registrado em Recife (PE), com 0,612.

Os números dos indicadores sociais mostram ainda que 50,8% dos sul-mato-grossenses têm rendimento per capita domiciliar inferior a 1 salário-mínimo. Na soma, 31,4% ganham entre meio e 1 salário; 14% entre ¼ e meio salário; 5,4% da população de MS vive com menos de ¼ de salário-mínimo.

Cor da pele – a população branca, conforme os dados, tem um rendimento per capita domiciliar médio cerca de 54% superior ao da população preta ou parda. Enquanto a média salarial de brancos é de R$ 1.841,00 e pretos e pardos entre R$ 1.186,00 e R$ 1.246,00.

Chama atenção ainda que, apesar de pretos e pardos constituírem 55,1% da população de Mato Grosso do Sul, eles configuram entre os 65,1% dos 10% que recebem os menores rendimentos. São ainda, apenas 33,4% dos 10% que recebem os melhores rendimentos.

Em relação ao mercado de trabalho, a taxa de desocupação foi, em 2019, de 6,9%, para brancos e de 9% para pretos ou pardos. Entre as pessoas ocupadas, o percentual de pretos ou pardos em ocupações informais chegou a 43,7%, enquanto entre os trabalhadores brancos foi de 41,2%. 

 

Fonte: CGNews