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08.05.2019 • Economia

Porto Murtinho será novo polo logístico do MS

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Campo Grande (MS) – Novos portos e a inauguração de ponte ligando Mato Grosso do Sul a cidade paraguaia de Carmelo Peralta devem confirmar Porto Murtinho como um grande polo logístico e já fazem com que o Município seja tratado como “Nova Paranaguá”. Movimentação de cargas aumentou na cidade e já atraiu interesse de novas empresas em hidrovia e, nos próximos dias, diretor da Itaipu Paraguai visitará a região. 

Filas de dezenas de carretas que se estendem em direção ao terminal portuário é comum nos últimos meses no município, que, em breve, ganhará uma segunda unidade portuária e, ainda, será entroncamento rodoviário com a inauguração da ponte ligando o Estado à cidade vizinha de Carmelo Peralta, ponto de onde a rota bioceânica chegará a portos do Chile e, dali, a produção local e nacional seguirá rumo aos mercados asiáticos. 

Além do apelido de Nova Paranaguá, a cidade desenha-se como novo polo exportador e logístico para o Estado e o Centro-Oeste, devido à redução de distâncias e de custos com os transportes rodoviário em menor percurso e pela hidrovia. 

Segundo o governador Reinaldo Azambuja, a exportação por caminhos mais curtos trará melhorias a toda a cadeia produtiva e tornará o Estado mais competitivo. 

Terminal 

De acordo com o governo do Estado, o terminal de Porto Murtinho é operado pelo grupo argentino Vicentine e fechou 2018 transportando 600 mil toneladas de soja. 

Para este ano, já foram contratadas 1 milhão de toneladas a serem escoadas, o que levou o grupo a estudar a ampliação do terminal que, hoje, permite o envio de cargas para o sul do continente, de onde acessam as rotas marítimas. 

Empresário e ex-prefeito Nelson Cintra afirma que cidade já aguarda, com expectativa, a instalação do terminal portuário da Navios South American Logistics, uma das gigantes do setor na América do Sul e que projeta construir no município, também às margens do rio Paraguai, um terminal como três tanques para combustíveis de 15 mil metros cúbicos cada, além de três silos e um armazém para receber até 80 mil toneladas de grãos e capacidade para receber até três barcaças por vez. 

O novo investimento, de R$ 110 milhões, já foi alvo de pedido de licenças ambientais junto a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro). A FV Cereais, de Dourados, também adquiriu fora dos limites da cidade espaço para futura instalação de um porto graneleiro, com investimento inicial de R$ 50 milhões, e outros dois grupos da argentina já manifestaram interesse em se instalar na região com o mesmo objetivo. 

Governo estadual projeta que, até 2020, a capacidade de cargas escoadas dali mais que dobre, superando as 1,5 milhão de toneladas –chegando a 6 milhões em mais três anos. A confiança se baseia no fato de que, via rio Paraguai, o custo-benefício final de exportações de soja, por exemplo, aumentou até R$ 3,50 por saca, conforme dados da FV.