Empresários insistem que desoneração da folha seja votada

Publicado em: 19 out 2022

Campo Grande (MS) – Durante almoço realizado em Brasília na terça-feira, 18, empresários insistiram que a desoneração da folha de pagamentos seja votada ainda este ano pelo Congresso Nacional. “Pedi que a desoneração ainda saia este ano. É difícil, mas não é impossível”, avaliou o presidente do Instituto Unidos Brasil (IUB) e da Associação de Lojistas de Shopping Centers (Alshop), Nabil Sahyoun.

Para o membro do IUB e CEO da Yalo, Antônio Castilho, o papel do instituto é o de provocar o debate. “Depois de passar por um debate pela sociedade, tem que passar para as comissões”, salientou.

A proposta do IUB é clara, de acordo com ele, mas não é a única apresentada até aqui. O empresário enfatizou que nenhuma proposta da entidade visa a aumentar impostos.

O presidente da Confederação Nacional de Serviços (CNS), Luigi Nesse, também voltou a defender a recriação da CPMF para financiar essa desoneração. Como argumento a favor da contribuição, ele reforçou que se trata de uma tributação paga “por todos”, desde o bandido até o fiel que entrega o dízimo à Igreja.

Nesse relatou que conversou com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) na semana passada sobre o assunto. “Não gostam da CPMF e dão como desculpa ficarem atrelados com o governo para fazerem a arrecadação”, descreveu.

Apesar disso, o presidente da CNS disse que os empresários estão abertos a receber alternativas ao financiamento da desoneração. “Falar de CPMF na Febraban é proibido, mas aceitaram conversar sobre o assunto. Todo mundo é favorável à desoneração. A grande questão é a escolha da tributação substituta”, considerou.

Nabil, da Alshop, salientou que 17 segmentos já conseguiram renovar a isenção da desoneração, mas que não é justo que os demais não tenham esse benefício. “Tudo o que compramos hoje tem até 60% de imposto embutido porque temos de sustentar esse paquiderme em Brasília. Essa desigualdade precisar ser combatida. E quem vai ganhar com isso? A sociedade civil.”

Fonte: Estadão Conteúdo

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