Mês do trabalhador: Fenafisco cobra vacina, emprego e reforma tributária

Publicado em: 12 maio 2021

Campo Grande (MS) – O diretor da Fenafisco, Celso Malhani, somou voz junto a outros representantes de movimentos sociais, sindical, trabalhadores do setor público e privado, durante live intitulada “Democracia, Vacina e emprego para Todos”, realizada pelo senador gaúcho, Paulo Paim (PT-RS), para cobrar ações que revertam o atual cenário de crise sanitária, social e econômica, decorrentes da pandemia de Covid-19.

Paim fez referência ao discurso do novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em que ele reforça o compromisso público de seu governo com o meio ambiente, com diferentes grupos étnicos, e com os pobres, por meio de políticas públicas de recuperação econômica e fortalecimento social, fazendo um comparativo com as ações do governo brasileiro.

“Biden elevou o salário daquele país em 37%, fazendo com que chegasse próximo aos 4 mil dólares, ou quase R$ 15 mil. No Brasil, observamos um processo inverso: o atual governo, assim como o anterior, mantém o salário mínimo praticamente congelado, com 14,2% da população econômica ativa sem emprego”.

O senador lembrou que desde o início da pandemia, milhões de trabalhadores perderam o emprego e que há seis anos o Brasil atingira pleno emprego. “Vamos revigorar a nossa luta em defesa da vida, da justiça social, do emprego e da renda, do meio ambiente, contra o racismo e as discriminações. Vacina para todos! Esperançar o direito de ser feliz na coletividade que nos une”, disse.

MOBILIZAÇÃO

Na oportunidade, Celso Malhani alertou para o momento, que exige mobilização em torno da vacina, do fortalecimento do serviço público, pelo enfrentamento às desigualdades e pela manutenção do Estado de bem-estar social, que vem sendo alvo de confiscos e ameaças.

“A PÚBLICA Central do Servidor, a Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital – Fenafisco e o Sindifisco-RS saúdam o seu mandato, pela responsabilidade ampla, assumida com todos os trabalhadores do Brasil e pela capacidade de negociação em conduta pragmática, para obter os resultados, em favor de toda a sociedade brasileira”, disse.

Ao longo de sua manifestação, Malhani destacou a necessidade de serem empreendidos esforços para que no Brasil seja promovida uma reforma capaz de mitigar o fosso social aprofundado pela pandemia. Uma reforma tributária que institua nesse momento de crise um imposto sobre grandes fortunas, a exemplo do que tem sido feito por outros países da América Latina.

“A reforma necessária para nosso país nesse momento é a reforma tributária. A experiência internacional, de países capitalistas desenvolvidos nos mostra que o sistema tributário não está dissociado do Estado de bem-estar social, por seus impactos na distribuição ou desconcentração da renda e na consequente melhoria das condições gerais de vida. Não estamos falando de um país pobre, Senador. Estamos falando de um país riquíssimo, com a predominância da sua população pobre, na linha da miséria. Estamos falando aqui de democracia, distribuição de renda, vacina, saúde, dignidade humana. Precisamos salvar o Brasil e os trabalhadores do Brasil agora! Sobretudo nesse momento em que temos 9 novos bilionários brasileiros, todos do ramo da saúde.”

SERVIÇO PÚBLICO

Malhani reforçou a importância das centrais e sindicatos firmarem o compromisso de esclarecer a sociedade sobre o poder do voto, sobre propostas que fragilizam a prestação de serviços públicos e sobre as ininterruptas tentativas de desmonte do Estado de bem-estar social. Segundo ele, o Brasil é um país de população pobre, que gerencia uma máquina de expropriação de recursos para transferir aos ricos, seja pelas regras tributárias ou pela submissão ao sistema financeiro, desvalorizando trabalhadores da iniciativa privada e trabalhadores de todos os níveis do serviço público.

“A elite, que manda e que domina o Brasil hoje, está posta no poder pelo voto – voto de pessoas pobres. Precisamos esclarecer a sociedade que o servidor público não é inimigo, não é parasita e não merece ter uma granada no bolso! O trabalhador merece sim viver até os 100 anos. Precisamos contrapor a narrativa do ministro mais forte desse governo, e o maior representante da elite econômica dominante. O trabalhador quer saúde, quer vacina, quer educação, habitação, emprego. Tudo se resume em dignidade”, defendeu.

Fonte: Fenafisco

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